Quando parecia que a polêmica envolvendo o Cradle of Filth tinha esfriado, uma nova bomba jurídica reacendeu o caos. O que começou com a saída turbulenta da ex-tecladista Zoe Marie Federoff e do guitarrista Marek “Ashok” Smerda agora evoluiu para uma ação multifacetada envolvendo várias figuras do passado da banda.
E desta vez, a briga não é só pública. É legal, pesada e cheia de camadas.
A ação, movida no Arizona em 30 de setembro de 2025, inicialmente citava apenas Federoff e Smerda. Após uma emenda em 20 de novembro, a lista de autores agora inclui nomes importantes da história recente e antiga do grupo:
-
Paul Allender (guitarra, 1992 a 1995 e 1999 a 2014)
-
Richard Shaw (guitarra, 2014 a 2022)
-
Lindsay Schoolcraft (teclados/vocais, 2013 a 2020)
-
Sasha Baxter (modelo dos videoclipes “To Live Deliciously” e “Malignant Perception”)
Os réus são:
-
Dani Filth (Daniel Lloyd Davey)
-
Cradle Of Filth Touring Limited
-
Cradle Of Filth LLP
-
The Oracle Management (empresa de Dez e Anahstasia Fafara)
O que está sendo alegado
O processo cobre um leque enorme de acusações, incluindo:
-
Violação de direitos autorais
-
Uso indevido de imagem e identidade em merch
-
Difamação
-
Enriquecimento ilícito
-
Não pagamento de royalties
-
Uso não autorizado de criações artísticas
-
Falta de pagamento por shows, gravações e participações antigas
Federoff, Smerda e Schoolcraft afirmam que nunca assinaram nenhum acordo permitindo o uso de suas imagens ou contribuições artísticas em material promocional e merchandising.
Shaw e Smerda dizem que não receberam compensação adequada por gravações entre 2017 e 2023.
Schoolcraft também afirma que símbolos esotéricos criados por ela foram utilizados pela banda sem autorização e sem pagamento.
Já Baxter afirma que não recebeu nada por seu trabalho nos videoclipes, mesmo sendo a figura central de um deles.
Há ainda alegações sobre contabilidade opaca, falta de acesso a contratos, royalties não pagos, itens de equipamento quebrados e até monitores sumidos.
Um histórico que já vinha inflamado
A crise pública começou meses atrás, quando Federoff deixou a banda no meio da turnê. O silêncio inicial durou pouco e logo se transformou em acusações de:
-
má gestão
-
ambiente hostil
-
baixos salários
-
pressão psicológica
Dani Filth rebateu alegando que o casal vivia um relacionamento tóxico, com abuso verbal e físico, e até citou um aborto espontâneo supostamente ligado à bebida.
As respostas inflamaram ainda mais o clima, e o caso deixou de ser apenas desentendimento interno para virar um barril de pólvora.
O que os autores querem
O grupo de ex-integrantes exige, entre outros pontos:
-
que o Cradle of Filth pare de vender merchandising que contenha suas imagens
-
destruição do estoque restante
-
indenização por danos financeiros e emocionais
-
pagamento por shows e gravações que afirmam não ter recebido
-
reembolso ou substituição de equipamento perdido ou quebrado
-
cobertura de todos os custos legais
E pedem que tudo seja julgado perante um júri, o que indica que pretendem ir até o fim.
Por enquanto, nenhum dos réus respondeu ao processo.
O clima, que já vinha denso, agora caminha para um conflito jurídico longo e potencialmente devastador para todas as partes envolvidas.
#CradleOfFilth #DaniFilth #ZoeFederoff #AshokSmerda #LindsaySchoolcraft #PaulAllender #RichardShaw #SashaBaxter #MetalNews #GothicMetal #ExtremeMetal #Processo #MetalNeverDie






