O baixista do TOOL, Justin Chancellor, voltou a falar sobre o assunto que acompanha a banda em literalmente toda entrevista: o próximo álbum. Em conversa com Andrew McMillen, do The Australian, Chancellor confirmou que o grupo tem trabalhado em material novo “de forma intermitente por alguns anos”, mas reforçou que a banda não tem pressa e nem pretende colocar a arte em cronograma.
Segundo ele, não há motivo para pânico, apenas o ritmo natural do TOOL:
“Estamos sempre trabalhando em músicas novas. Estive no estúdio com o Danny na semana passada criando ideias. Mas arte não tem cronograma. Se você força, geralmente dá errado. E nossa alquimia funciona desse jeito há décadas.”
O método TOOL: paciência, vida e química
Justin explicou que cada membro segue seus projetos paralelos quando precisa de espaço criativo. Maynard James Keenan tem vários; Danny Carey vive envolvido em colaborações; Adam Jones trabalha com artes visuais; e Justin tem seus próprios projetos.
Essa distância, segundo ele, ajuda, não atrapalha.
“Quando nos afastamos um pouco e depois nos reunimos, essas experiências influenciam o que fazemos. É parte da fórmula – ou da ausência dela.”
Sobre as piadas com a demora da banda, Chancellor é direto:
“Treze anos entre discos parecem uma semana pra mim. Estávamos trabalhando todos os dias. O que importa é fazer algo que valha a pena.”
Criar algo único, não repetir fórmulas
Chancellor entende o lado dos fãs que imploram por novidades, mas deixa claro que a identidade do TOOL exige tempo.
“É mais interessante levar muito tempo para encontrar algo único do que simplesmente se repetir. Não somos uma banda de hits. Estamos tentando criar algo que nunca foi ouvido antes.”
A agenda atual da banda
Enquanto isso, o TOOL se prepara para voltar à Austrália pela primeira vez desde 2020, incluindo:
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headline no festival Good Things
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shows adicionais em Perth e Adelaide
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primeira apresentação como atração principal de um festival australiano desde 2011
O Good Things acontece nos dias 5, 6 e 7 de dezembro em Melbourne, Sydney e Brisbane.
O peso da espera: Fear Inoculum e o histórico da banda
O último álbum do TOOL, Fear Inoculum, saiu em 2019 após um hiato de treze anos e estreou direto em primeiro lugar na Billboard. O disco foi tratado pela crítica como um marco, com descrições como “obra-prima”, “vale a espera” e “TOOL no auge”.
Em 2022, a banda lançou Opiate2, versão reimaginada da faixa clássica, junto com o primeiro vídeo novo em 15 anos.
Também revelou a edição Ultra Deluxe de Fear Inoculum, com cinco vinis de 180 gramas e artes inéditas.
Com cinco álbuns de estúdio, quatro Grammys e mais de três décadas de carreira, o TOOL continua sendo um dos grupos mais únicos, imprevisíveis e exigentes do metal progressivo.
E se depender de Justin Chancellor, o próximo capítulo está vindo – no tempo da banda, não no tempo do mundo.
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