De álbuns pesados a clipes insanos, passando por revelações e força feminina, a primeira edição do Chamas Underground chega pra transformar opinião de boteco em voto oficial da desgraça organizada.
Em algum momento o underground brasileiro ia ter que ser levado a sério. A gente só não prometeu que seria com sobriedade.
O Chamas Underground 2025, prêmio organizado pela Metal Never Die, nasce pra registrar em alto volume o que realmente pegou fogo na cena esse ano: discos que destruíram pescoço, singles que grudaram na mente, clipes que deram orgulho de compartilhar e uma leva absurda de bandas novas e mulheres tocando o terror no front.
Não é ranking feito por algoritmo, não é lista preguiçosa de quem só ouviu gringo. Aqui quem manda é a galera que vai no show, que compra merch e que discute banda em grupo de WhatsApp até 3 da manhã. Ou seja: você.
A partir de agora, a votação está aberta no site da MND e você pode escolher seus favoritos em cinco categorias diferentes.
Como funciona o Chamas Underground 2025
A curadoria da Metal Never Die montou uma lista de indicados baseada em:
- lançamentos que realmente circularam pela cena
- bandas que trabalharam o ano inteiro
- relevância no underground (não só números, mas impacto real)
- diversidade de estilos dentro do metal/hard/rock pesado nacional
Não é concurso de popularidade pura, mas sim um jeito de dar um mínimo de organização ao caos lindo que é o underground brasileiro. A partir dessa pré-lista, o poder passa pra quem interessa: o público.
Você entra na página oficial, escolhe seus favoritos em cada categoria e envia seu voto. Simples, direto e com potencial de causar intrigas eternas, do jeito que a gente gosta.
Álbum / EP do Ano – Underground BR
Essa é a categoria que pesa mais no coração. É aqui que entram os trabalhos que seguram uma narrativa, uma estética, uma pancada do começo ao fim.
Entre os indicados, tem:
- PESTA – The Craft Of Pain
Doom denso, lento e cheio de dor bonita, daquele que você ouve de luz apagada pensando na vida e na morte. - DESALMADO – Monopoly Of Violence
Death/grind como arma política, soco na cara do sistema e trilha sonora oficial da indignação diária. - KILL FOR NOTHING – M.I.R.A.G.E.
Metal moderno, técnico e emocional, fazendo o Brasil jogar no mesmo campeonato das bandas gringas de ponta. - PODRIDÃO – Coffin Of The Corrupted Dead
Death metal podre, úmido e sem concessão, perfeito pra quem acha que quanto mais fétido o som, melhor. - THE MIST – The Dark Side Of The Soul
Fase atual da lenda mineira, misturando experiência, peso e clima sombrio sem depender só de nostalgia. - MAGISTRY – Venus Mellifera
Metal sofisticado, com cara de projeto pensado nos mínimos detalhes, equilibrando peso e elegância. - WORST – Flesh
Hardcore bruto e direto, trilha de mosh, cotovelada educada e desabafo urbano em forma de riff. - WEEDEVIL – Live At Fabrique Club
Stoner/doom ao vivo, registrando fumaça, groove arrastado e a sensação de estar prensado na frente do palco. - END OF PIPE – Silence Equals Death
Punk/hardcore com mensagem clara: ficar quieto não é opção, ainda mais num disco cheio de energia e melodia. - MURDERESS – Time To Kill: Volume II
Peso, fúria e resistência feminina caminhando juntas, com cara de trilha de revolta organizada. - AXTY – Selfish
Metal moderno com pegada internacional, refrão grudado na mente e produção polida sem perder agressividade. - JACK THE JOKER – The Devil To Pay In The Backlands
Prog metal brasileiro nível exportação, técnico, teatral e cheio de camadas pra ouvir com atenção. - ESKRÖTA – Blasfêmea
Thrash/crust com sangue nos dentes, político, rasgado e incômodo do jeitinho que tem que ser. - CREATURES – Creatures II
Heavy metal classudo, com cara de banda pronta pra palcos grandes, mas ainda com alma de underground. - VAURUVÃ – Mar Da Deriva
Metal cheio de identidade brasileira, te jogando num mar de metáforas, espiritualidade torta e clima ritualístico. - FACADA – Truculence
Grindcore cruel e sem frescura, cada faixa é um tapa de menos de dois minutos na cara do conformismo. - HUMANAL – Delirium
Metal moderno intenso, com clima de colapso mental contínuo e peso bem encaixado nas emoções tortas. - INFERNO NUCLEAR – Amazônia Em Chamas
Metal extremo com recado direto, queimando tudo na base do riff e apontando o dedo pra tragédia ambiental. - ESCOMBRO – Vida Vazia
Hardcore existencial, pesado na sonoridade e nos temas, perfeito pra quem sente que o mundo tá errado há um tempo. - MANGER CADAVRE – Como Nascem Os Monstros
Crítica social em formato de porrada sonora, expondo o pior da humanidade com barulho e zero filtro. - COMANDO ETÍLICO – Flagelo
Heavy Metal cru, direto e sem frescura. Riffs certeiros, energia de boteco e aquela vibe agressiva que chama pro mosh. - TERCEIRA GUERRA – O Preço de Ser
Metal/HC de protesto, falando de sobrevivência, corre e identidade em meio ao caos brasileiro de todo dia.
É aquele tipo de lista em que qualquer ganhador ainda vai parecer que faltou alguém. E é exatamente esse o ponto.
Single do Ano – Underground BR
Sabe aquela música que você pensou “vou ouvir só mais uma vez” e de repente já estava no repeat infinito? Então.
Na categoria Single do Ano, a disputa tá feia de boa:
Single do Ano — Underground BR
- FRENESI – Caos Sistêmico
Hardcore moderno com urgência, gritaria necessária e aquele soco sonoro contra tudo que tá errado no país. - BRUXAX – A Lenda
Misticismo, peso e groove encontrando Paulo Xisto (Sepultura) numa faixa que já nasceu com cheiro de clássico do underground. - PHANTOM STAR – I Am The Storm
Metal melódico moderno com ar de himno, refrão enorme e vibe de “levantar mão no show”. - INRAZA – A Loner
Técnica e agressividade lado a lado, trazendo reflexão pesada sobre isolamento em forma de paulada. - LABORATORI – Tão Belas Cicatrizes De Guerra
Caótico, sujo e emocional, com um pé no post-hardcore e outro na catarse total. - SANTA CORA – Ancient Road
Folk rock/metal atmosférico, espiritual e cinematográfico, daqueles que parecem trilha de jornada ancestral. - CREATURES – Devil In Disguise
Heavy metal clássico repaginado, com riffs afiados e uma energia que parece saída direto de estádio. - IT’S ALL RED – Pertencimento Pt.2
Metal moderno com participação do Humberto Gessinger entrando no peso com classe e personalidade. - INVENTTOR – Senhor Da Obsessão
Som denso, teatral e sombrio, com narrativa forte e aquele clima de ritual macabro. - RUBAH & SECONDLADY – Amour
União Brasil–Japão em um single cheio de textura, melodia suave e atmosfera etérea. - ROCCO – Gates Of Conflict
Groove metal pesado, com riffs que já chegam querendo quebrar tudo e refrão certeiro. - ARANDU ARAKUAA – Sekwa
Metal brasileiro em língua indígena, espiritual, tribal e poderoso, mantendo viva a ancestralidade. - OSSOS CRUZADOS – Tripas
Horror punk direto ao ponto, divertido, nojento e absolutamente viciante. - THE DAMNNATION – Burning Rain
Thrash moderno poderoso, riffs rápidos e vocais que não pedem licença pra entrar na sua cabeça. - ORIGEM DA ALMA – Livity
Mistura de rock, espiritualidade e mensagem consciente, com vibe uplifting e energias boas. - CURA – Guerra Santa
Metal com discurso forte contra manipulação religiosa, peso e lucidez na mesma medida.
É single pra todos os gostos, desde a paulada política até o metal cheio de atmosfera e espiritualidade torta.
Revelação do Ano – Underground BR
Essa é a categoria da famosa frase: “daqui a uns anos você vai fingir que já conhecia desde o começo”.
Entre as bandas que entraram com dois pés na porta da cena, estão:
Revelação do Ano — Underground BR
- HERE I AM
Metal moderno com técnica, pegada e presença. Banda nova com energia de veterano e som pronto pra palcos grandes. - STRIGAH
Peso, identidade visual forte e personalidade sonora. Aquele tipo de banda que dá pra sentir que vai crescer rápido. - BARBA RALA
Carisma, riffs marcantes e letras afiadas. O debut já chegou com cheiro de banda que não vai passar despercebida na cena. - PILARES DO SOL
Power metal brasileiro cheio de coração, melodia e arranjo bem construído. Uma das surpresas mais positivas do ano. - SANTA CORA
Mistura elegante de folk, rock e espiritualidade. Músicas com alma, estética própria e força emocional fora da curva. - ANGUISH PROJECT
Metal moderno com teatralidade, tensão e boas ideias. Daquelas bandas novas que já chegam com assinatura própria. - PHANTOM STAR
Metal moderno com estética futurista, riffs energéticos e refrão gigante. Banda jovem com potencial claro pra virar nome grande — sonora e visualmente já parece coisa de festival internacional.
Se alguma dessas bandas ainda não apareceu nas suas playlists, talvez seja a hora de admitir que o erro é seu, não delas.
Melhor Clipe – Underground BR
Metal também é imagem, estética, narrativa, suor de ensaio e criatividade pra fazer milagre com orçamento de vale-refeição.
Na categoria Melhor Clipe, temos:
- ESKRÖTA – Loser
Visual cru, emocional e intenso. Dor real transformada em arte pesada — um clipe que rasga o peito e não pede desculpa. - THE MIST – Brain: Geppetto’s Song
Estética sombria e conceitual, casa perfeita pro peso atmosférico da fase atual da banda. Clássico instantâneo. - VAZIO – Ritual De Destruição
Black metal agressivo com estética militante. Ritualístico, caótico e com uma fotografia que dá gosto de ver. - PHORNAX – Between Fear And Hope
Produção forte, narrativa clara e aquele clima épico que combina com o metal da banda. Clipe grandioso sem exagero. - JACK THE JOKER – Between The Sky Lines
Sofisticação visual combinada com técnica musical. Um clipe cheio de movimento, conceito e profissionalismo. - TORMENT THE SKIES – Temple Of Mammon
Violência estética, atmosfera industrial e um impacto visual que combina com o peso absurdo da música. - DIRTY SPOON – Colher Suja
Criatividade e caos urbano com humor ácido. A estética suja combina perfeitamente com o som e com o nome. - BLADES OF STEEL – Riders Of The Night
Visual old school com energia de heavy metal clássico. A participação da Prika Amaral dá um brilho extra. - RUBAH – Amour
Atmosférico, sensorial e delicado. Um clipe que abraça texturas e transições suaves, quase um sonho visual. - THE DAMNNATION – Burning Rain
Thrash moderno com visual agressivo e fotografia bem construída. Simples, direto e poderoso. - ORIGEM DA ALMA – Livity
Espiritual, colorido e cheio de simbolismo. Um trabalho que respira mensagem positiva e raiz cultural. - BRUXAX – A Lenda
Misticismo, florestas, ritual e identidade brasileira. Um clipe forte visualmente e cheio de personalidade. - SANTA CORA – Ancient Road
Cinematográfico, poético e ritualístico. Clipe que traduz a alma folk/ancestral da banda em imagens belíssimas. - INFERNO NUCLEAR – Amazônia Em Chamas
Crítica ambiental direta, com estética incendiária e incômoda — como deve ser. - INVENTTOR – Senhor Da Obsessão
Teatral, sombrio e esteticamente impecável. Um dos clipes mais “imersivos” da lista. - ESCOMBRO – Vida Vazia
Realista, urbano e sufocante. A estética desconfortável combina com a temática da música. - CREATURES – Beware the Creatures
Clipe potente, visual bem executado e performance de banda grande. Heavy metal com atitude e presença, daqueles que seguram a atenção do começo ao fim. - CURA – Guerra Santa
Forte, crítico e muito expressivo. Visual que amplifica a mensagem política e espiritual do som.
É videoclipe brasileiro mostrando que não deve nada pra gringo nenhum.
Força Feminina do Underground 2025
Se tem uma categoria que representa bem o momento da cena é essa.
A Força Feminina do Underground 2025 junta mulheres que não estão “ocupando espaço”, mas criando, liderando e redefinindo o que é metal pesado no Brasil:
Força Feminina do Underground 2025
- MURDERESS – Jazz Kaipora, Claudia Franco & Clarissa Carvalho
Trinca brutal comandando um som feroz, político e cheio de personalidade. Força e resistência em estado puro. - THE DAMNNATION – Renata Petrelli, Fernanda Lessa & Camila Almeida
Power trio que não erra: peso absurdo, técnica e presença. Uma das bandas mais afiadas do metal brasileiro atual. - KILL FOR NOTHING – Amanda Delphino
Guitarrista feroz do Kill For Nothing, mente inquieta à frente do @numetal.br e colunista da MND. Uma artista que não só toca — ela movimenta a cena. - ESKRÖTA – Yasmin Amaral & Tamyris Leopoldo
Fúria, atitude e verdade. Dupla que comanda um dos sons mais agressivos e necessários do underground. - BRUXAX – Bia Maza
Energia ritualística, estética única e presença magnética. Uma das frontwomen mais carismáticas da cena atual. - HATEFULMURDER – Giulia Roiz
Técnica, alcance e agressividade numa combinação rara. Giulia é destruição vocal de altíssimo nível. - SANTA CORA – Carolina Corteze & Desirée Nóbrega
Voz, arte e sensibilidade num projeto que equilibra força ancestral com musicalidade moderna. - NANDA MOURA
Intensidade emocional e presença marcante. Uma voz diferente, carregada de expressão e identidade própria. - MC TAYA
Mistura do metal com o universo urbano. Atitude, personalidade e uma estética que desafia qualquer padrão. - DRENNA – Drenna Rodrigues
Rock visceral, moderno e cheio de atitude. Drenna sempre entrega sinceridade e energia. - FLOR ET – Ada Bellatrix
Punk, poesia e identidade brasileira. Ada é força, criatividade e subversão em alto volume. - DAKHMAS – Any Scarlet
Peso e presença com muita estética e densidade emocional. Nome forte dentro do metal alternativo. - CORJA – Haru Cage
Voz impactante, atitude imensa e presença que segura qualquer palco. Uma artista que merece todo o holofote. - ABLE TO RETURN – Caroline Pilletti
Vocal poderosa do death metal melódico paraense. Técnica, presença e muita força interior convertida em som.
Não é “representatividade simbólica”, é realidade de palco, estrada e estúdio.
Como votar
Pra participar é simples:
- Acesse a página Chamas Underground 2025
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Você também pode marcar as bandas indicadas nos comentários das nossas postagens e usar a hashtag oficial pra espalhar o caos organizado.
No fim das contas, o objetivo não é só “quem ganhou”, mas registrar por escrito que 2025 foi um ano absurdo pro underground brasileiro.
E se alguém reclamar que o resultado tá errado, a resposta é simples: quem manda é quem vota.
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