O Facada está de volta com “Truculence”, um ataque sonoro que reafirma por que o quarteto cearense é uma das vozes mais legítimas e brutais do grindcore nacional. O álbum, lançado em outubro pelas gravadoras Läja Records e Black Hole Productions, já está disponível em todas as plataformas digitais e em CD, com uma aguardada edição em vinil prevista para o início de 2026.
Mais que um título, “Truculence” é uma declaração de guerra. O nome, que significa “ato de crueldade, brutalidade e grosseria”, foi mantido em inglês como uma escolha política: segundo a banda, é um gesto de recusa à domesticação da linguagem e à complacência com o falso moralismo cotidiano.
Gravado entre 2024 e 2025 nos estúdios VTM e VOID, o disco teve produção de Vanessa Almeida e Vicente Fo, que também assina a mixagem e masterização. A arte de capa, criada por Everton Silva, reflete o mesmo caráter direto e abrasivo das letras, uma estética que grita “sem filtros, sem piedade”.
A formação atual conta com James (baixo e vocal), Danyel Noir (guitarra), Vicente (bateria) e Ari (guitarra – overseas). Entre ruína, ironia e niilismo, o álbum traduz o descontentamento em versos curtos e impiedosos. Linhas como “ferocidade sem ver nem pra quê, mas com propósito” e “paz demais não conforta” resumem a filosofia do grupo: violência como denúncia e libertação.
Durante a gravação, o Facada ainda lançou o split “Em sintonia com o fim do mundo”, ao lado da veterana ROT, outro nome essencial do grind brasileiro.
Com mais de 20 anos de estrada e passagens por festivais como Abril Pro Rock, Verdurada, Porão do Rock e Palco do Rock, além de shows com Napalm Death, Obituary, Cannibal Corpse e RDP, o Facada segue firme em seu propósito: grindcore cru, rápido e sem frescura.
Eduardo Nunes
@eduardonunes5307







