O impossível aconteceu. E aconteceu no maior festival de metal do planeta. O Nailbomb, projeto de um único álbum criado em 1994 por Max Cavalera (Sepultura, Soulfly) e Alex Newport (Fudge Tunnel), voltou aos palcos em 2025 e explodiu o Louder Stage do Wacken Open Air com uma performance profissional que já circula entre fãs do mundo inteiro.
A nova formação traz Max lado a lado com seu filho Igor Amadeus, mantendo viva a estética agressiva, industrial e politicamente carregada que transformou o Point Blank em um dos discos mais cultuados dos anos 90. No palco, a dupla assumiu de vez a identidade violenta e crua do Nailbomb, sem alívio, sem concessão, sem nostalgia amena. É pancada do começo ao fim.
O set apresentado no Wacken incluiu três porradas clássicas:
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“Wasting Away”
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“Cockroaches”
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“World of Shit”
Com transmissão oficial e multicâmera, a performance deixou clara a proposta: o Nailbomb não voltou para ser lembrado. Voltou para machucar.
O legado que nunca morreu
Criado como um projeto “anti-tudo”, o Nailbomb uniu a visão industrial de Newport ao caos composicional de Max Cavalera, resultando no clássico Point Blank (1994) — um disco que soava como uma fábrica explodindo em slow motion. Já em 1995, o grupo fez um show único no Dynamo Open Air, registrado no icônico Proud to Commit Commercial Suicide, antes de desaparecer.
O sumiço apenas alimentou a mística. E, por isso mesmo, o retorno em 2025 ganhou aura de evento histórico, especialmente para uma geração inteira que nunca teve a chance de ver o Nailbomb ao vivo.
Max Cavalera fala sobre o retorno e o futuro
Em entrevista a Oran O’Beirne, da Bloodstock TV, Max explicou por que era hora de “abrir o bunker” e reativar o projeto. Ele comentou sobre:
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o impacto emocional e musical de revisitar o Nailbomb;
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a ideia real — ainda que embrionária — de um possível álbum sucessor de Point Blank;
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e os planos concretos para mais shows do Nailbomb na América, reacendendo a esperança dos fãs brasileiros.
Max também reforçou que Igor Amadeus não está apenas “ocupando espaço”, mas assumindo o DNA do Nailbomb com ferocidade e personalidade própria. O que antes era ódio industrial virou também rito de passagem.
Se o Nailbomb for voltar pra valer, 2025 pode ser só o começo
Entre especulações, vídeos profissionais e declarações do próprio Max, uma coisa é certa:
o Nailbomb não está ressurgindo como peça de museu. Está voltando como arma.
E se isso se transformar em turnê completa ou novo álbum, muita banda barulhenta por aí vai precisar correr.
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